Você decide - Como não existe certo ou errado numa degustação, sugerimos que repita a prova e tire suas conclusões
Vindas de um mercado efervescente da Europa, chegam ao Brasil as primeiras cervejas artesanais italianas, da Duan, nas versões Bianca, witbier, e Ambrata, belgian ale. Mas a expectativa pela "descoberta" esbarra na etiqueta: cada garrafa de 750 ml sai por R$ 85, preço alto no mercado local, embora longe dos R$ 200 da belga Deus.
Por vezes injusta, a comparação é inevitável: "Encanta quanto custa?". No caso da Duan, estão um pouco distantes do "sim". A Bianca é adocicada em excesso, "pesada", e mostra pouco dos aromas e sabores cítricos e condimentados de uma witbier. A Ambrata é mais promissora, mas fica abaixo de outras belgian ales. Porém, não são o único caso de descompasso entre preço e cerveja.
Como as duas cervejas são de influência belga, com os mesmos R$ 85 talvez fosse melhor arriscar a volta às "raízes" com a Chimay Grand Reserve, strong ale de notas licorosas e frutadas, cuja garrafa de 750 ml custa R$ 55; uma Tripel Karmeliet, com bons aromas cítricos, a cerca de R$ 20; e a witbier "básica" Hoegaarden, que custa em média R$ 6. E sobra troco.
Fabrizio Grasso, da Beers on the Table (tel. 3571-6430), que traz as Duans, as defende. "O preço não é dos melhores, mas temos recebido elogios. E tem cervejas brasileiras que também custam R$ 80. Há ainda taxas de importação e impostos locais", afirma. "E a produção da Duan é limitada: 800 caixas ao mês, 300 delas para o Brasil."